Muitas pessoas associam limites a briga, rejeição ou frieza. Por isso, evitam colocá-los.
Mas limites não são armas. Limites são proteção.
Eles não existem para ferir o outro, existem para preservar você.
Quando você passou muito tempo se anulando, a ideia de colocar limites pode gerar medo:
medo de perder, de decepcionar, de ser vista como egoísta. Esse medo é compreensível. Ele
nasce da experiência de ter aprendido que, para manter a relação, você precisava ceder.
Limites saudáveis não precisam ser agressivos. Eles podem ser firmes e calmos. Claros e respeitosos. Colocar limites não é controlar o outro. É assumir responsabilidade por si.
Nesta aula, o foco não é confrontar nem mudar ninguém. É começar a construir limites internos, que organizam suas escolhas e diminuem reações
automáticas.
Quando você se protege internamente, muitas situações externas deixam de ter o mesmo poder
sobre você.
Cada pessoa é responsável por si diante de Deus. Assumir sentimentos que não são seus não é amor, é peso indevido. Deus não te chama para carregar fardos que não te pertencem.
Libertar-se da culpa induzida é aprender a viver com responsabilidade — não com acusação.
Limites não rompem relações saudáveis.
Eles as organizam.
E você está aprendendo a se proteger
sem brigar consigo mesma.